Como tdos têm dereito a férias chegou a mnha vez e como vou de ferias vou deixar de vir há internet....
Mas logo que eu possa eu volto trazer noticias do nosso querido jogador Fábio Coentrao...
Até-lá beijinhos e boas férias a todos... :-)
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010

O primeiro troféu oficial da época 2010/2011 de futebol, a Supertaça Cândido de Oliveira, é hoje entregue em Aveiro, palco escolhido para o jogo entre o Benfica, campeão nacional, e o FC Porto, vencedor da Taça de Portugal.
O Benfica parte com algum ascendente, face à boa imagem deixada nos jogos de preparação, em que marcou 29 golos em 10 jogos, apesar da saída do influente argentino Di Maria e mesmo do brasileiro Ramires.
O ataque parece estar, de facto, em bom plano, residindo as maiores "preocupações" dos adeptos no sector defensivo, sobretudo no novo guarda-redes, o espanhol Roberto.
Além do contestado Roberto, o público português deverá ver pela primeira vez em acção, em jogos oficiais, os argentinos Nicolas Gaitan e Franco Jara, este último previsível titular.
Uma competição em que o FC Porto tem historial arrasador: em 27 edições, conquistou 15, contra somente quatro do Benfica.
Esperam-se em Aveiro cerca de 28 ml adeptos, perto da lotação do estádio. O jogo tem transmissão às 20h45, na TVI.
Coentrão na sombra de Cole

Um é “o melhor lateral-esquerdo do Mundo”, diz Carlo Ancelotti sobre Ashley Cole; o outro vai ser “o melhor defesa-esquerdo do Mundo”, afirmou Jesus, referindo-se a Fábio Coentrão.
Disputam o epíteto de melhor na posição e, segundo noticiou ontem o “Daily Mirror”, Coentrão é o eleito do Chelsea para substituir Ashley Cole, se este sair para o Real Madrid. Mas este é um cenário inadmissível para o treinador dos blues, que recusou ontem a hipótese de deixar sair o esquerdino, ao mesmo tempo que desmentiu interesse no internacional português de 22 anos.
Além do mais, Fábio Coentrão está de pedra e cal no Benfica, pelo menos esta temporada. Os responsáveis encarnados, depois de verem sair Di María e Ramires, recusam vender mais atletas, considerados fundamentais pelo treinador, a menos que as propostas sejam muito tentadoras e sempre com valores aproximados às respetivas cláusulas de rescisão.
Coentrão está ligado ao emblema da Luz até 2015 e o valor estipulado para a indemnização está, para já, situado nos 30 milhões de euros, pelo que é este o valor a pagar por qualquer clube que se mostre interessado.
Com mercado em Espanha, sobretudo em Madrid, onde José Mourinho prometeu ficar atento ao desenvolvimento de Coentrão e também na Alemanha – o Bayern Munique chegou a saber qual o preço para tentar comprar Coentrão – a verdade é que dificilmente o esquerdino vai deixar o plantel de Jesus. O treinador já confessou publicamente a sua admiração pelo lateral-esquerdo da equipa e considera-o uma peça fundamental para a temporada que está a iniciar.
União. O Benfica quer garantir que Coentrão só sairá perante uma proposta irrecusável e, por isso, está a negociar a renovação com o jogador, o que deve acontecer a qualquer momento.
Além de uma melhoria salarial, o internacional português deverá subir a cláusula de rescisão para 40 milhões de euros, ficando o clube com uma margem maior para negociar no futuro, mediante o aparecimento de clubes dispostos a desgastar o jogador.
(Benfica, Liga, Futebol Nacional, Futebol)
Fonte: Record
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Repetindo o onze que goleou o Aston Villa, e que provavelmente será titular em Aveiro, Jorge Jesus talvez acreditasse na repetição da entrada-relâmpago para ganhar vantagem no jogo, antes do previsível rodízio de substituições na segunda parte. Mas se já era difícil, a quatro dias da Supertaça, manter a intensidade vista no último domingo, a qualidade colectiva do Tottenham cedo deixou bem claro que a águia tinha pela frente o seu adversário mais sólido neste mês de testes.
Assim, os fogachos inaugurais de Jara e Carlos Martins (novamente em grande) disfarçavam uma movimentação colectivamente emperrada, em grande parte por mérito do meio-campo inglês. O duelo entre Coentrão e Lennon era a principal animação de um espectáculo a meio-gás, salpicado também pelos fogachos de talento de Giovani dos Santos.
O início da segunda parte trouxe a melhor oportunidade do jogo a Cardozo, que cabeceou fraco e à figura, mas logo depois o Tottenham tirava partido de um rasgo do jovem mexicano, que colocou Bale na cara de Moreira. O golo dos Spurs não alterava o plano traçado: a ordem era para gerir esforços e substituir todos os jogadores, e o Benfica – alimentado de forma cada vez mais aos solavancos pela energia de Carlos Martins – resignava-se a perder consistência e a deixar que a equipa de Harry Redknapp erguesse a Taça Eusébio, após uma vitória que para as águias vale como um regresso à terra antes do início das coisas sérias.
COENTRÃO DÁ GOSTO A EQUIPA SEM SAL
Roberto – Continua apático a sair dos postes. Não consegue disfarçar o nervosismo ainda que desta feita não tenha sofrido golos.
Amorim – Seguro e competente.
Luisão – O patrão do costume.
David Luiz – Intransponível.
Airton – Enorme. A defender, a recuperar. E até já constrói. Esteve em todo o lado e a um ritmo que até cansou só de ver. Javi García passou para segundo plano. Para já.
Carlos Martins – Em forma, e na plenitude das suas qualidades, é um regalo para a vista. Técnica refinada, remate forte, visão de jogo acima da média. Promete uma época em cheio.
Pablo Aimar – Tem pezinhos de lã e tudo o que faz é bem feito. Só lhe falta velocidade.
Franco Jara – É reforço. Ontem voltou a demonstrar que não está no Benfica apenas para fazer número.
Saviola – Joga de cor com Cardozo e Aimar mas ainda não está no ponto.
Cardozo – Teve o golo nos pés logo aos 4’, mas Gomes opôs-se com mestria.
Moreira – Sem hipóteses no golo.
Javi García – A anos-luz do jogador que encantou na última temporada.
César Peixoto – Nada acrescentou.
Felipe Menezes – Parece estar a prazo na equipa.
Kardec – Procura agarrar o lugar que é de Cardozo.
Weldon – Bom cabeceamento aos 73’.
Sidnei – Enorme falta de confiança a abordar as jogadas.
Fábio Faria – Sem lugar no centro, continua a descair para a esquerda.
Luís Filipe – Esforça-se para agradar.
Júlio César – Uma grande defesa a remate de Kranjcar (90’).
Roderick – Nada acrescentou.
coentrão – Está num momento de forma incrível. A defender, a atacar, o campo parece curto para o futebol apresentado pela nova coqueluche dos encarnados. Não perdeu um único lance para Lenon e ainda foi lá à frente tentar a sua sorte. Merecia.
"NÃO PODIA CARREGÁ-LOS"
"Não podia carregá-los [jogadores] com intensidade porque temos um jogo oficial no sábado", disse Jorge Jesus. Apesar da derrota, o técnico pôde rodar toda a equipa. "Sentimos que houve falta de velocidade em determinados momentos até porque a equipa jogou no domingo e depois fez uma longa viagem do Algarve". Já a 1ª parte mereceu elogios de Jesus: "Estivemos bem melhor nesse período. Na segunda parte perdemos qualidade".
FICHA DO JOGO
Eusébio Cup - 03/08/2010
Estádio da Luz - Assistência: 30 215
Golos: 0-1 Bale (55’)
BENFICA
Roberto, Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Airton, Carlos Martins, Aimar, Saviola, Cardozo, Jara.
JOGARAM AINDA: Moreira,Javi García, C.Peixoto, F. Menezes, Weldon, Kardec, Sidnei, F. Faria, L. Filipe, J. César, Roderick
Treinador: Jorge Jesus
TOTTENHAM
Gomes, Walker, Corluka, Dawson, Bale, Lennon, Jenas, Huddlestone, Modric, Crouch, Giovani dos Santos.
JOGARAM AINDA: Cudicini, Kranjcar, Townsend, Naughton, Rose, Defoe
Treinador: Harry Redknapp
Árbitro: Pedro Proença*/José Gomes (Lisboa)
*Lesionou-se no pé direito na 1.ª parte e foi substituído pelo 4.º árbitro, no segundo tempo.
Disciplina: amarelos: Jenas (63’)
Assim, os fogachos inaugurais de Jara e Carlos Martins (novamente em grande) disfarçavam uma movimentação colectivamente emperrada, em grande parte por mérito do meio-campo inglês. O duelo entre Coentrão e Lennon era a principal animação de um espectáculo a meio-gás, salpicado também pelos fogachos de talento de Giovani dos Santos.
O início da segunda parte trouxe a melhor oportunidade do jogo a Cardozo, que cabeceou fraco e à figura, mas logo depois o Tottenham tirava partido de um rasgo do jovem mexicano, que colocou Bale na cara de Moreira. O golo dos Spurs não alterava o plano traçado: a ordem era para gerir esforços e substituir todos os jogadores, e o Benfica – alimentado de forma cada vez mais aos solavancos pela energia de Carlos Martins – resignava-se a perder consistência e a deixar que a equipa de Harry Redknapp erguesse a Taça Eusébio, após uma vitória que para as águias vale como um regresso à terra antes do início das coisas sérias.
COENTRÃO DÁ GOSTO A EQUIPA SEM SAL
Roberto – Continua apático a sair dos postes. Não consegue disfarçar o nervosismo ainda que desta feita não tenha sofrido golos.
Amorim – Seguro e competente.
Luisão – O patrão do costume.
David Luiz – Intransponível.
Airton – Enorme. A defender, a recuperar. E até já constrói. Esteve em todo o lado e a um ritmo que até cansou só de ver. Javi García passou para segundo plano. Para já.
Carlos Martins – Em forma, e na plenitude das suas qualidades, é um regalo para a vista. Técnica refinada, remate forte, visão de jogo acima da média. Promete uma época em cheio.
Pablo Aimar – Tem pezinhos de lã e tudo o que faz é bem feito. Só lhe falta velocidade.
Franco Jara – É reforço. Ontem voltou a demonstrar que não está no Benfica apenas para fazer número.
Saviola – Joga de cor com Cardozo e Aimar mas ainda não está no ponto.
Cardozo – Teve o golo nos pés logo aos 4’, mas Gomes opôs-se com mestria.
Moreira – Sem hipóteses no golo.
Javi García – A anos-luz do jogador que encantou na última temporada.
César Peixoto – Nada acrescentou.
Felipe Menezes – Parece estar a prazo na equipa.
Kardec – Procura agarrar o lugar que é de Cardozo.
Weldon – Bom cabeceamento aos 73’.
Sidnei – Enorme falta de confiança a abordar as jogadas.
Fábio Faria – Sem lugar no centro, continua a descair para a esquerda.
Luís Filipe – Esforça-se para agradar.
Júlio César – Uma grande defesa a remate de Kranjcar (90’).
Roderick – Nada acrescentou.
coentrão – Está num momento de forma incrível. A defender, a atacar, o campo parece curto para o futebol apresentado pela nova coqueluche dos encarnados. Não perdeu um único lance para Lenon e ainda foi lá à frente tentar a sua sorte. Merecia.
"NÃO PODIA CARREGÁ-LOS"
"Não podia carregá-los [jogadores] com intensidade porque temos um jogo oficial no sábado", disse Jorge Jesus. Apesar da derrota, o técnico pôde rodar toda a equipa. "Sentimos que houve falta de velocidade em determinados momentos até porque a equipa jogou no domingo e depois fez uma longa viagem do Algarve". Já a 1ª parte mereceu elogios de Jesus: "Estivemos bem melhor nesse período. Na segunda parte perdemos qualidade".
FICHA DO JOGO
Eusébio Cup - 03/08/2010
Estádio da Luz - Assistência: 30 215
Golos: 0-1 Bale (55’)
BENFICA
Roberto, Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Airton, Carlos Martins, Aimar, Saviola, Cardozo, Jara.
JOGARAM AINDA: Moreira,Javi García, C.Peixoto, F. Menezes, Weldon, Kardec, Sidnei, F. Faria, L. Filipe, J. César, Roderick
Treinador: Jorge Jesus
TOTTENHAM
Gomes, Walker, Corluka, Dawson, Bale, Lennon, Jenas, Huddlestone, Modric, Crouch, Giovani dos Santos.
JOGARAM AINDA: Cudicini, Kranjcar, Townsend, Naughton, Rose, Defoe
Treinador: Harry Redknapp
Árbitro: Pedro Proença*/José Gomes (Lisboa)
*Lesionou-se no pé direito na 1.ª parte e foi substituído pelo 4.º árbitro, no segundo tempo.
Disciplina: amarelos: Jenas (63’)
Benfica perde e não marca pela primeira vez
Ontem
Rui Farinha
O Benfica perdeu ontem, terça-feira, na Luz pela segunda vez na pré-temporada, desta vez frente ao Tottenham, por 1-0, para a Taça Eusébio. Jesus apostou de início na equipa que deve defrontar o F. C. Porto para a Supertaça, mas tal não chegou para evitar o primeiro zero ofensivo da época.
O treinador parece nada ter a esconder aos dragões. Apostou, de início, no onze que deve ser titular no sábado. Um teste que serviu para afinar o motor para a Supertaça, mas, na verdade, nos 45 minutos em que estiveram todos presentes em campo, antes da inevitáveis substituições, os jogadores escolhidos actuaram muito abaixo do ritmo demonstrado no Torneio do Algarve.
Eventualmente porque estariam já a pensar no arranque oficial da época, marcado para Aveiro, e também porque se tratou do quarto particular em apenas oito dias.
Não houve golos – foi uma “estreia” nesta pré-época – , apesar de algumas boas chances criadas. Ainda assim, provou-se que o novo esquema táctico (4-3-3) preconizado pelo treinador é uma opção válida à estratégia que lhe valeu o título nacional. Face às saídas de Di María e de Ramires, e enquanto não chegam eventuais substitutos, Jesus debruça-se sobre aquilo que tem: apostou novamente na rapidez de Saviola e de Jara nas alas, enquanto o meio-campo ficou entregue a Carlos Martins e Aimar, alicerçados por Airton.
Apesar da equipa jogar, várias vezes, a uma velocidade realmente baixa, houve alguns toques de brilhantismo. Jara e Aimar tiveram passes de morte para Saviola e Cardozo, mas a eficácia foi nula. Um dos momentos altos sucedeu num lance protagonizado por quatro elementos, com a bola trocada ao primeiro toque, mas em que Carlos Martins permitiu a defesa de Gomes.
Com o regresso de Luisão e de David Luiz, a defesa voltou a estar a um nível razoável, apesar do nervosismo em redor de Roberto. Cada vez que o espanhol toca na bola, é efusivamente aplaudido, mas há sempre enorme tensão nos cruzamentos. Aos 14 minutos, o guarda-redes hesitou e ouviram-se assobios...
Na segunda parte, a dança das alterações começou. No entanto, o golo dos ingleses surgiu quando o Benfica estava ainda praticamente com o melhor onze. Com um excelente toque de calcanhar entre os centrais benfiquistas, Giovani dos Santos isolou Bale e este concretizou com facilidade. Até ao fim, o Benfica tentou empatar, mas sem sucesso.
Com os potenciais suplentes em campo, revelou-se incapaz de travar a derrota, a segunda da época. Apesar do insucesso, o treinador não deverá ter grandes motivos para apreensão apesar da passividade exibida. Enquanto estiveram os melhores em campo, o conjunto jogou com à vontade e controlou sempre o jogo frente a um Tottenham que pouco subiu à baliza lisboeta. Foi, porém, tremendamente eficaz.
Rui Farinha
O Benfica perdeu ontem, terça-feira, na Luz pela segunda vez na pré-temporada, desta vez frente ao Tottenham, por 1-0, para a Taça Eusébio. Jesus apostou de início na equipa que deve defrontar o F. C. Porto para a Supertaça, mas tal não chegou para evitar o primeiro zero ofensivo da época.
O treinador parece nada ter a esconder aos dragões. Apostou, de início, no onze que deve ser titular no sábado. Um teste que serviu para afinar o motor para a Supertaça, mas, na verdade, nos 45 minutos em que estiveram todos presentes em campo, antes da inevitáveis substituições, os jogadores escolhidos actuaram muito abaixo do ritmo demonstrado no Torneio do Algarve.
Eventualmente porque estariam já a pensar no arranque oficial da época, marcado para Aveiro, e também porque se tratou do quarto particular em apenas oito dias.
Não houve golos – foi uma “estreia” nesta pré-época – , apesar de algumas boas chances criadas. Ainda assim, provou-se que o novo esquema táctico (4-3-3) preconizado pelo treinador é uma opção válida à estratégia que lhe valeu o título nacional. Face às saídas de Di María e de Ramires, e enquanto não chegam eventuais substitutos, Jesus debruça-se sobre aquilo que tem: apostou novamente na rapidez de Saviola e de Jara nas alas, enquanto o meio-campo ficou entregue a Carlos Martins e Aimar, alicerçados por Airton.
Apesar da equipa jogar, várias vezes, a uma velocidade realmente baixa, houve alguns toques de brilhantismo. Jara e Aimar tiveram passes de morte para Saviola e Cardozo, mas a eficácia foi nula. Um dos momentos altos sucedeu num lance protagonizado por quatro elementos, com a bola trocada ao primeiro toque, mas em que Carlos Martins permitiu a defesa de Gomes.
Com o regresso de Luisão e de David Luiz, a defesa voltou a estar a um nível razoável, apesar do nervosismo em redor de Roberto. Cada vez que o espanhol toca na bola, é efusivamente aplaudido, mas há sempre enorme tensão nos cruzamentos. Aos 14 minutos, o guarda-redes hesitou e ouviram-se assobios...
Na segunda parte, a dança das alterações começou. No entanto, o golo dos ingleses surgiu quando o Benfica estava ainda praticamente com o melhor onze. Com um excelente toque de calcanhar entre os centrais benfiquistas, Giovani dos Santos isolou Bale e este concretizou com facilidade. Até ao fim, o Benfica tentou empatar, mas sem sucesso.
Com os potenciais suplentes em campo, revelou-se incapaz de travar a derrota, a segunda da época. Apesar do insucesso, o treinador não deverá ter grandes motivos para apreensão apesar da passividade exibida. Enquanto estiveram os melhores em campo, o conjunto jogou com à vontade e controlou sempre o jogo frente a um Tottenham que pouco subiu à baliza lisboeta. Foi, porém, tremendamente eficaz.
Faltaram asas para a águia voar
SÉRGIO KRITHINAS
O último teste do Benfica na pré-temporada foi uma espécie de saco de areia molhada que impediu o balão de euforia encarnada de voar até às nuvens. A derrota de ontem por 1-0 na terceira edição da Eusébio Cup, frente ao Tottenham, o adversário mais cotado que o clube da Luz defrontou até agora - quarto classificado da última Premier League - mostrou que a equipa de Jorge Jesus tem uma larga margem para melhorar. Mesmo que, e este é um factor que não pode ser esquecido, os jogadores tenham claramente acusado o desgaste físico da sucessão de jogos: ainda no domingo, menos de 48 horas antes, Jorge Jesus montou precisamente o mesmo onze para defrontar o Aston Villa, no Torneio do Guadiana. Aliás, ficou demonstrado que é com este 4x3x3 muito fechado no ataque que os campeões nacionais vão tentar vencer a Supertaça ao FC Porto, já no próximo sábado.
Ao Benfica, já se disse, faltaram sobretudo pernas. Mas também faltaram ideias e largura, como se prova pelas poucas oportunidades de golo criadas na primeira parte, o período que deve ser avaliado com mais atenção, pois após o intervalo tudo foi condicionado pelas constantes substituições. Com extremos abertos e clássicos, a equipa da Luz poderia ter criado outro tipo de problemas frente a um adversário muito compacto entre o meio-campo e a defesa.
Os três da frente jogaram perto uns dos outros e raramente conseguiram evitar a tendência de fugir para o centro. Saviola era quem mais dava nas vistas, com movimentações inteligentes e boas combinações com Aimar. Jara, o grande destaque entre os reforços nesta pré-época, pareceu ter sido o que mais acusou o peso dos minutos nas pernas. Além disso, nem as habitualmente rápidas transições ofensivas saíam bem.
Aproveitava o Tottenham, com um ataque rápido, venenoso e pelos flancos. Garreth Bale mostrou ser uma espécie de Coentrão do lado inglês. O lateral-esquerdo passou a maior parte do tempo no meio-campo ofensivo e causou imensos problemas a Rúben Amorim. Foi ele quem, depois de fugir ao lateral do Benfica, marcou o único golo da partida, aos 55', num lance em que toda a defesa encarnada esteve passiva.
O ambiente estranhamente apático na Luz - onde esteve uma assistência abaixo de meia casa, algo raramente visto desde que Jorge Jesus é treinador das águias - nem reagiu. Por esta altura, já os encarnados jogavam no 4x1x3x2 que fez escola na maior parte da época passada. E, nesse sistema, percebeu-se uma vez mais a falta que Di María faz, pois este plantel não tem nenhum extremo capaz de criar desequilíbrios e alargar o ataque aos 68 metros entre as linhas laterais do relvado da Luz. Assim se explica também a opção de Jesus em apostar num ataque condensado no centro, a viver das acções dos principais artistas.
A derrota e o primeiro jogo sem marcar nos 10 da pré-temporada não fazem do Benfica uma equipa pior do que era antes. Longe disso: é, neste momento, a melhor em Portugal e, no sábado, começará a época oficial como favorita para a partida da Supertaça, frente ao FC Porto. Mas está muito longe de ser uma equipa imbatível.
Benfica 0 Tottenham 1
Estádio da Luz
Árbitro Pedro Proença
-
Benfica
Roberto (Moreira INT) (Júlio César 73'); Rúben Amorim (Luís Filipe 63'), Luisão (Sidnei 63'), David Luiz (Roderick 73'), Fábio Coentrão (Fábio Faria (63'); Airton (Javi García INT), Carlos Martins, Aimar (Felipe Menezes 56'); Jara (César Peixoto INT), Saviola (Weldon 56') e Cardozo (Kardec 56')
Treinador Jorge Jesus
Tottenham
Gomes (Cudicini INT); Walker (Naughton INT), Dawson, Corluka, Bale (Rose 63'); Lennon, Huddlestone, Jenas, Modric (Kranjcar INT); Giovanni dos Santos (Townsend 70'); Crouch (Defoe INT)
Treinador Harry Redknapp
-
Ao intervalo 0-0
Golos 55' Bale .
amarelos Jenas 62'
vermelhos Nada a assinalar
As tácticas de Jorge Jesus
Como começou: 4x3x3
Este é o sistema táctico com que Jorge Jesus se prepara para atacar a temporada, com dois triângulos no meio-campo e ataque: Airton, Carlos Martins e Aimar no meio-campo, Jara e Saviola no apoio a Cardozo. Tudo muito dinâmico e com constantes mudanças de posição.
Como acabou: 4x1x3x2
As alterações durante a segunda parte mudaram completamente o figurino do Benfica, que terminou num sistema táctico semelhante ao que utilizou na maior parte da época passada. O problema é que falta um desequilibrador como Di María, fundamental para alargar o ataque.
O último teste do Benfica na pré-temporada foi uma espécie de saco de areia molhada que impediu o balão de euforia encarnada de voar até às nuvens. A derrota de ontem por 1-0 na terceira edição da Eusébio Cup, frente ao Tottenham, o adversário mais cotado que o clube da Luz defrontou até agora - quarto classificado da última Premier League - mostrou que a equipa de Jorge Jesus tem uma larga margem para melhorar. Mesmo que, e este é um factor que não pode ser esquecido, os jogadores tenham claramente acusado o desgaste físico da sucessão de jogos: ainda no domingo, menos de 48 horas antes, Jorge Jesus montou precisamente o mesmo onze para defrontar o Aston Villa, no Torneio do Guadiana. Aliás, ficou demonstrado que é com este 4x3x3 muito fechado no ataque que os campeões nacionais vão tentar vencer a Supertaça ao FC Porto, já no próximo sábado.
Ao Benfica, já se disse, faltaram sobretudo pernas. Mas também faltaram ideias e largura, como se prova pelas poucas oportunidades de golo criadas na primeira parte, o período que deve ser avaliado com mais atenção, pois após o intervalo tudo foi condicionado pelas constantes substituições. Com extremos abertos e clássicos, a equipa da Luz poderia ter criado outro tipo de problemas frente a um adversário muito compacto entre o meio-campo e a defesa.
Os três da frente jogaram perto uns dos outros e raramente conseguiram evitar a tendência de fugir para o centro. Saviola era quem mais dava nas vistas, com movimentações inteligentes e boas combinações com Aimar. Jara, o grande destaque entre os reforços nesta pré-época, pareceu ter sido o que mais acusou o peso dos minutos nas pernas. Além disso, nem as habitualmente rápidas transições ofensivas saíam bem.
Aproveitava o Tottenham, com um ataque rápido, venenoso e pelos flancos. Garreth Bale mostrou ser uma espécie de Coentrão do lado inglês. O lateral-esquerdo passou a maior parte do tempo no meio-campo ofensivo e causou imensos problemas a Rúben Amorim. Foi ele quem, depois de fugir ao lateral do Benfica, marcou o único golo da partida, aos 55', num lance em que toda a defesa encarnada esteve passiva.
O ambiente estranhamente apático na Luz - onde esteve uma assistência abaixo de meia casa, algo raramente visto desde que Jorge Jesus é treinador das águias - nem reagiu. Por esta altura, já os encarnados jogavam no 4x1x3x2 que fez escola na maior parte da época passada. E, nesse sistema, percebeu-se uma vez mais a falta que Di María faz, pois este plantel não tem nenhum extremo capaz de criar desequilíbrios e alargar o ataque aos 68 metros entre as linhas laterais do relvado da Luz. Assim se explica também a opção de Jesus em apostar num ataque condensado no centro, a viver das acções dos principais artistas.
A derrota e o primeiro jogo sem marcar nos 10 da pré-temporada não fazem do Benfica uma equipa pior do que era antes. Longe disso: é, neste momento, a melhor em Portugal e, no sábado, começará a época oficial como favorita para a partida da Supertaça, frente ao FC Porto. Mas está muito longe de ser uma equipa imbatível.
Benfica 0 Tottenham 1
Estádio da Luz
Árbitro Pedro Proença
-
Benfica
Roberto (Moreira INT) (Júlio César 73'); Rúben Amorim (Luís Filipe 63'), Luisão (Sidnei 63'), David Luiz (Roderick 73'), Fábio Coentrão (Fábio Faria (63'); Airton (Javi García INT), Carlos Martins, Aimar (Felipe Menezes 56'); Jara (César Peixoto INT), Saviola (Weldon 56') e Cardozo (Kardec 56')
Treinador Jorge Jesus
Tottenham
Gomes (Cudicini INT); Walker (Naughton INT), Dawson, Corluka, Bale (Rose 63'); Lennon, Huddlestone, Jenas, Modric (Kranjcar INT); Giovanni dos Santos (Townsend 70'); Crouch (Defoe INT)
Treinador Harry Redknapp
-
Ao intervalo 0-0
Golos 55' Bale .
amarelos Jenas 62'
vermelhos Nada a assinalar
As tácticas de Jorge Jesus
Como começou: 4x3x3
Este é o sistema táctico com que Jorge Jesus se prepara para atacar a temporada, com dois triângulos no meio-campo e ataque: Airton, Carlos Martins e Aimar no meio-campo, Jara e Saviola no apoio a Cardozo. Tudo muito dinâmico e com constantes mudanças de posição.
Como acabou: 4x1x3x2
As alterações durante a segunda parte mudaram completamente o figurino do Benfica, que terminou num sistema táctico semelhante ao que utilizou na maior parte da época passada. O problema é que falta um desequilibrador como Di María, fundamental para alargar o ataque.
domingo, 1 de agosto de 2010
Coentrão mais perto da renovação

SAD vai reunir-se com o internacional português
O assédio que tem sofrido Fábio Coentrão, aliado às boas exibições que continua a protagonizar, foram fatores decisivos para a SAD encarnada ultimar os pormenores relativos à renovação do contrato com o jogador, que é válido até 2015. Os responsáveis do Benfica querem segurar o jovem de 22 anos e as negociações com o jogador, que já decorrem há algum tempo, devem ser encerradas na próxima semana.
Neste momento, os 30 milhões previstos na cláusula de Coentrão é considerada uma quantia elevada, mas que ainda assim é equacionada por alguns colossos europeus, dos quais o caso mais evidente é o do Bayern Munique, que ainda não desistiu do jogador.
O valor da cláusula tem travado os bávaros, que mesmo assim já anunciaram publicamente a intenção de continuarem atentos à situação de Coentrão, um jogador do qual Jesus não quer prescindir e que é seguido também em Espanha e Inglaterra.
Como Di María
Por isso Vieira quer segurar o esquerdino e, além da revisão das condições contratuais do atleta, o Benfica pretende subir a cláusula de rescisão para os 40 milhões de euros, como já fez no ano passado com Di María.
Na altura, a SAD teve conhecimento da existência de clubes dispostos a baterem a cláusula do argentino, e por isso os seus responsáveis subiram o valor da indemnização de 30 para 40 milhões, como veio a acontecer. Isto permitiu a Vieira ter uma margem de manobra maior nas negociações que manteve com o Real Madrid.
(Benfica, Liga, Futebol Nacional, Futebol)
Fonte: Record
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